Após as declarações de Arthur Lira (PP) sobre o relatório da CPI da Covid, a Comissão desistiu de entregar o  relatório final ao presidente da Câmara. Os membros do colegiado agora afirmam que essa entrega nunca esteve nos planos, porém, já haviam declarado à imprensa que fariam a entrega.

O relatório já  foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e será repassado a outros órgãos de investigação. No documento, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e 79 pessoas são citadas para indiciamento por crimes cometidos no âmbito da pandemia.

Entre os alvos estão deputados federais citados estão: Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, Carla Zambelli (PSL-) e Bia Kicis (PSL-). Ontem (27), durante discurso na Câmara, Lira disse que a inclusão deles era um ato "inaceitável" e motivo de "grande indignação"

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que a inclusão do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), membro da CPI. foi um "excesso". O nome de Heinze  foi retirado do relatório final antes da votação.

Em resposta aos pronunciamentos de Lira e Pacheco, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse que as declarações dos parlamentares implicados pela comissão não podem ser aceitas sob o argumento de que há liberdade de expressão. "Liberdade de expressão não é libertinagem de expressão", frisou. "Liberdade de expressão é uma coisa, indução à morte é outra. Um parlamentar tem de ter responsabilidade com o que fala para a população, não pode sair dizendo que cloroquina salva", acrescentou.