Voney Malta
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O político, o mentiroso e o político muito mentiroso

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Em nossas vidas convivemos com pessoas rotuladas como 'mentirosas'. Algumas mentiam tanto, exageram tanto sobre um fato que isso até parecia engraçado, ou seja, eram boas contadoras de estórias.  

Convivemos também com os mentirosos que usavam essa habilidade para enganar, criar conflito, destruir a imagem do outro e, no final de tudo, tentar se beneficiar da discórdia gerada.

Talvez a profissão cuja imagem mas se aproxime dessas característica seja a dos políticos profissionais. Promessas não cumpridas, ataques a adversários sobre fatos não comprovados, enfim, a tal da fake news.

Nesses tempos de redes sociais e de comunicação quase direta, o político cuja imagem, neste momento, mais se aproxima do político mentiroso, muito mentiroso, reconhecidamente mentiroso, é o presidente Jair Bolsonaro.  

Ele diariamente titubeia sobre várias questões, além de mentir e entrar em contradição. Sem falar -  e já falando - do mau exemplo que dá ao descumprir a lei. Exemplo disso  ocorreu duante a motociata, no dia 12 de junho, em São Paulo, quando participou sem máscara, gerou aglomeração e foi multado.  

Pois bem, não é que quem deveria ser o principal líder da nação, que deveria dar exemplo, recorreu do valor da autuação - R$ 552,71 - com o argumento de que o auto de infração não fora preenchido corretamente pela vigilância sanitária, o que foi negado pelo governo de São Paulo.  

O presidente também foi multado duas semanas depois em um evento em Sorocaba, onde voltou a aparecer sem máscara.

Sobre ser mentiroso, ele afirmou, nesta terça-feira (20), que há reclamações sobre a vacina coronovac. "A (vacina da) Pfizer vem chegando, já tem comprovação científica, juntamente com a AstraZeneca, diferentemente da CoronaVac, que as pessoas estão se infectando mesmo após tomar a segunda dose. Como o próprio governador de São Paulo, foi reinfectado depois que tomou as duas doses de vacina. É sinal de que não seguiu os protocolos que tanto apregoa no seu estado".

Daí é preciso que um especialsita use parte do seu tempo para explicar a questão. De acordo com o imunologista PhD pela USP (Universidade de São Paulo), Gustavo Cabral "nenhuma vacina protege 100%" contra o vírus. As imunizações contra a covid-19 não evitam que a pessoa contraia o coronavírus, mas, sim, reduzem o risco de ela desenvolver casos graves de covid, que exigem hospitalização e causam mortes".

 

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