Pré-candidato à presidência pelo PSDB visita Maceió e diz que “a volta de Lula não vai cicatrizar as feridas criadas por Bolsonaro”

Alícia Flores*|
Alícia Flores/CM

O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à presidência do Brasil pelo PSDB, Eduardo Leite, em coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado, dia 17, pediu o apoio dos alagoanos.

O governador reforçou que, após ser procurado pelo senador Rodrigo Cunha e outras lideranças, se sente pronto e em condições de encarar esse projeto. “Quero muito contar com Alagoas na caminhada, nos votos das prévias. Peço voto e peço engajamento”.

“Vocês não verão em mim um líder político em busca de ser alguém que busca se promover, pois entramos na política para mudar a vida dos outros e por isso venho dizer que, se houver outra candidatura que melhor represente a convergência, não tenho nenhum problema”, reforçou Eduardo Leite.

Vamos fazer a política da convergência, do respeito e da ação, concluiu o pré-candidato.

Em Maceió, Leite visitou o bairro do Pinheiro e o projeto Manda Ver, localizado no bairro do Vergel do Lago, onde ressaltou a realidade das marisqueiras e as atividades da comunidade local.

“O prefeito JHC nos apresentou esta triste realidade do afundamento do bairro do Pinheiro, uma situação dramática e que impacta na vida de milhares de famílias por toda a cidade”, lamentou o governador.

 

Disputa entre tucanos

Em relação à “disputa” interna do partido, entre Eduardo Leite e João Dória, o gaúcho disse que o PSDB sempre protagonizou as disputas eleitorais à presidência desde a redemocratização, em 1988. 

“O governador João Dória merece todo o respeito, faz um trabalho importante no estado de São Paulo, mas a decisão sobre quem vai ser a cara do partido e do projeto político que a gente quer construir, que supere essa polarização, esse radicalismo, esse clima de ódio que se estabeleceu na política, vai ser feita pelo partido”, falou.

“Chega dessa política ‘divisiva’ que estabeleceu um clima de ódio que não rende frutos positivos para o Brasil”. Ele acrescentou que o partido não quer vencer a eleição pelos defeitos dos adversários, mas pelas suas qualidades.

Sobre a possível candidatura do senador Rodrigo Cunha ao governo de Alagoas, em 2022, Leite afirmou que o parlamentar “se dispõe a enfrentar, no executivo também, temas sensíveis” e que receberá “todo o respaldo e apoio do PSDB local”.

 

Divergência

A respeito de sua declaração, em entrevista ao programa Conversa com Bial, quando assumiu ser gay, Eduardo Leite disse que o partido tem como característica a modernização e que não se sentiu excluído após sua fala. “Acreditamos na política da igualdade, do respeito às diferenças”.

“Falei da minha orientação sexual, que não deveria ser um assunto, mas no Brasil de hoje, é, porque se faz uma política de divisão, de ódio, para deixar claro que não tenho nada a esconder”, destacou.

Ele criticou a ‘falta de integridade’ que há no Brasil, já que, segundo ele, “políticos de um lado escondem mensalão, petrolão e de outro lado escondem superfaturamento de vacinas, rachadinhas”.

Questionado sobre o apoio que deu a Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018, Leite disse que fez uma única manifestação de voto ao atual presidente.

“Apoio é dar suporte, defender, fazer campanha junto, e isso não foi feito”, rebateu, pontuando que o segundo turno do pleito de 2018 foi “ruim para o Brasil, porque de um lado tínhamos um partido envolvido em grandes escândalos de corrupção, com bilhões de reais roubados do povo brasileiro, e um projeto econômico ruim, que gerou 14 milhões de desempregados”.

O gaúcho pontuou que, do outro lado das eleições, havia Jair Bolsonaro, que tinha manifestações de desrespeito às diferenças, “contra os seres humanos e a convivência pacífica de pessoas em suas diferenças”.

“O voto em Bolsonaro foi para evitar algo que foi ruim para o Brasil e que cavou um buraco em que várias pessoas acabaram sendo levadas para a pobreza e a miséria, através daquela política que tinha se estabelecido através do PT”, disse.

Leite também criticou a “falta de compaixão” de Bolsonaro durante o enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Ele reforçou a necessidade de uma ‘terceira via’ e disse que “a volta de Lula não vai cicatrizar as feridas criadas por Bolsonaro”.

“A política divisiva do ‘nós contra eles’ foi inaugurada por Lula e pelo PT e gerou esse terreno fértil para que surgisse Bolsonaro, porque essa divisão foi machucando muitos brasileiros que se sentiram atacados e acabaram fazendo emergir uma figura como Bolsonaro, em reação a Lula”, ressaltou.

 

Canal do Sertão

O gaúcho disse que as políticas de infraestrutura são fundamentais não só no Nordeste, mas em todos o país. “Não dá para prometer e fazer tudo. Podemos fazer parcerias e abertura de espaço para o setor privado sobre regulação e fiscalização do poder público”.

 

Turismo

Eduardo Leite disse que é necessário melhorar a experiência do turista, pois “ele só viaja onde há estrutura e segurança”. “O poder público precisa dar suporte e qualificar e capacitar mão de obra para atuar na área”, falou.

Leite defendeu o potencial da orla lagunar no Vergel e comentou que para tanto é preciso qualificar os espaços para que as experiências sejam aquelas que querem compartilhar.

 

*Estagiária sob supervisão da editoria

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