O governador Renan Filho (MDB), durante a manhã desta terça-feira (22), rebateu comentários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e realizou críticas à gestão do governo federal com relação à pandemia. Ele afirmou que a má condução levou à marca de 500 mil mortes no Brasil.

Durante entrevista na assinatura do projeto Minha Cidade Linda, Renan falou sobre um comentário do presidente Jair Bolsonaro feito nas redes sociais, afirmando que o governador, junto com Renan Calheiros (MDB), realizaram uma “aglomeração do bem” nesta segunda-feira (21).

O governador rebateu à crítica e afirmou que “nós estávamos inaugurando um hospital, foi o quinto nessa pandemia. Infelizmente nosso presidente da república nunca inaugurou um. Vive fazendo ‘motociata’, aglomeração improdutiva, não serve para nada”.

“Essa conduta já levou o Brasil a 500 mil mortes e não cessa. É uma coisa inacreditável o que está acontecendo, mas aqui vamos continuar conduzindo com serenidade, respeitando a ciência, preservando a vida (...) e dar as próprias soluções para os problemas do estado”, completou.

Ele declarou, ainda, que no início o governo federal se opôs à vacinação, o que dificultou o avanço da imunização da população. “Era contra Coronavac, só queria AstraZeneca. Demorou seis meses para assinar o contrato com a Pfizer e isso foi muito danoso para o país. De maneira que hoje nós não estamos nem entre os 60 países que mais vacinaram”, destacou.

Renan Filho também destacou o aumento de mortes entre pessoas mais jovens por Covid-19. “A maior parte das pessoas que estão morrendo, no momento, estão entre os grupos que não tomaram vacina. Antes morriam mais idosos, as pessoas mais velhas. Agora os jovens estão morrendo mais, 60% dos mortos, hoje, tem menos de 59 anos”, reiterou o governador.

“O que é triste é que o Brasil dificultou muito a chegada e isso está atrapalhando muito país. Ontem vi um membro do governo federal dizer que o Brasil é um dos países que mais vacina no mundo, considerando a vacinação em número absoluto. A vacinação tem que ser considerada em número relativo proporcional à sua população. O Brasil é um país gigantesco e tem o desafio de vacinar 70% da população para comemorar”, finalizou.