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Renan na CPI: "Mocinho para simpatizantes; cangaceiro para bolsonaristas"

Renan Calheiros
Renan Calheiros / Foto: Folhapress

Depois de décadas distanciado do papel de 'mocinho' na novela da política brasileira, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem conseguido conquistar simpatizantes com outro perfil em sua atuação como relator da CPI da Pandemia.

Isso pode ser medido em boa parte pela reação dos seguidores em suas redes sociais. "Senador, boa noite! Peço licença e com todo o respeito: Capricha Renan, capricha!", escreve Alcides Veiga - @cidao1971.

"Senador, o trabalho da CPI já está dando frutos. As manifestações de 29 último demonstram o quanto os brasileiros estão conscientes da política neofascista de Bolsonaro. Espero bons resultados a ponto de apontar as responsabilidades do presidente e de sua quadrilha", também responde Iole Maria Lorenzon Gassibe - @gassibe_iole.

Essa e outras reações ocorreram logo após Renan Calheiros publicar o seguinte Twitter: "Na psicanálise freudiana, a pulsão de morte é o movimento em direção à morte e à autodestruição. É o jogo macabro de Bolsonaro do qual o ministro Queiroga se torna cúmplice pq se omite diante do morticínio. É preciso marcar rapidamente a volta do ministro à CPI" (veja aqui outras opiniões).

Contudo, nem tudo são flores. Bolsonaristas estão fulos da vida com a  atuação do senador alagoano. Citado como "A VERSÃO CANGACEIRA DO INSPETOR CLOUSEAU" pelo jornalista bolsonarista Augusto Nunes em artigo publicado na revista Oeste, a pancadaria do outro lado é forte.

"Até a manhã de 25 de maio do ano da graça de 2021, nenhum brasileiro sequer desconfiava da existência de uma versão cangaceira do Inspetor Clouseau, o investigador doidão interpretado por Peter Sellers em A Pantera Cor-de-Rosa. Agora já sabem disso todos os que acompanharam naquele dia o desempenho de Renan Calheiros na CPI da Pandemia, nome oficial do circo montado no Congresso em que o senador alagoano capricha no papel de superdetetive de picadeiro", diz Augusto Nunes.

Para ele, "Só um sócio remido do clube dos cretinos fundamentais, identificados por Nelson Rodrigues, divulgaria tão cedo o trecho do parecer que compara Jair Bolsonaro a Adolf Hitler, mortes provocadas pela covid-19 num país sul-americano ao Holocausto dos judeus na Alemanha nazista, integrantes do governo federal ao primeiro escalão do Führer e vigaristas aglomerados na CPI aos juízes do Tribunal de Nuremberg, que puniram o que restara do alto-comando do III Reich. Só um Inspetor Clouseau cangaceiro, enfim, enxergaria semelhanças entre a mais feroz ditadura do século passado e o Brasil democrático do terceiro milênio".

Independente do amor e do ódio que causa, o fato é que Renan Calheiros tem, nos capítulos vistos até agora, conseguido chamar a atenção dos telescpectadores para  o seu personagem. E isso é muito no mundo da política, especialmente por conta dos últimos papéis que interpretou em 'novelas anteriores'.

Leia aqui o texto de Augusto Nunes na íntegra.

 

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