Em resposta a um oficio do Ministério Público Federal (MPF), a Defesa Civil de Maceió afirmou, na tarde desta quarta-feira (5), que não houve nenhum registro de atividade sísmica nos equipamentos que fazem parte do monitoramento de bairros afetados pelo afundamento de solo em Maceió, que justifique os relatos da população sobre um suposto estrondo e tremor de terra na última sexta-feira (30 de abril).
Moradores da parte alta da capital afirmaram nas redes sociais terem ouvido um forte estrondo, seguido de tremor de terra. Conforme os relatos, o barulho teve origem em na estrutura de um galpão abandonado, na Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro do Canaã. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) chegou a ser acionado, mas, após buscas na região, os militares não encontraram nenhum indício de explosão.
O coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, explicou, por meio da assessoria, que após os relatos de tremor, equipes do órgão adotaram todas as medidas necessárias para apurar o fato.
“Assim que recebemos os primeiros relatos sobre o ocorrido, solicitei informações desses equipamentos e nenhum deles apontou para a ocorrência de fenômeno geológico. Ainda assim, no mesmo dia, pedi que duas equipes fossem a região para tentar identificar o que pode ter causado o problema”, disse o coordenador.
Abelardo Nobre disse ainda que os relatos colhidos pelos técnicos da Defesa Civil são semelhantes e apontam para um grande estrondo que teria acontecido em galpões localizados na Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro de Canaã.
“Os relatos caracterizam algo semelhante a uma explosão. Já na segunda-feira [3], nossas equipes voltaram ao local e realizaram um sobrevôo de drone. Num dos galpões encontramos sinais que indicam combustão, mas não o que pode ter causado aquilo. Para isso se fazer necessário uma investigação mais minuciosa e de alguém que tenha respaldo técnico para isso”, frisou.

Os esclarecimentos da Defesa Civil de Maceió ocorrem em resposta ao MPF que, na segunda-feira (3), havia expedido ofícios à Braskem, à Defesa Civil Municipal e ao Serviço Geológico do Brasil/CPRM, pedindo esclarecimentos sobre o caso. Os órgãos tinham prazo de 48 horas para se manifestarem.
*Sob supervisão da editoria, com informações da Defesa Civil de Maceió



