A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou à população brasileira a continuidade do uso da vacina desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Em atualização do seu comunicado sobre o monitoramento de eventos adversos relacionados ao uso do imunizante, a Anvisa concluiu que “os dados não apontam alteração no equilíbrio benefício‐risco da vacina”.

De acordo com o órgão, a conclusão foi reforçada após a realização de uma reunião entre a Anvisa e autoridades regulatórias de vários países e também com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “Nas bases nacionais que reúnem os eventos ocorridos com vacinas não há registros de embolismo e trombose que tenham relação de causa com as vacinas contra a covid-19.”, diz o comunicado.

Em Alagoas, desde janeiro, já foram entregues 51.500 doses da vacina Oxford-AztraZeneca, que possui dose única, não havendo registros de nenhum caso envolvendo trombose após o uso.

Recentemente, alguns países da Europa decidiram suspender o uso da vacina diante do registro de problemas vasculares em pacientes. Segundo a Agência de Saúde Europeia, foram reportados casos de múltiplas tromboses e embolia pulmonar em duas pessoas na Áustria e um caso de coágulo no sangue na Dinamarca, em que a pessoa morreu. A entidade afirmou que estudos preliminares não indicam que a causa dessas reações seja a vacina e já está revisando todos os casos relatados.

No Brasil, a Anvisa destacou que o lote que deu início às suspensões feitas na Europa, o ABV5300, não é utilizado no Brasil e que as doses aplicadas até agora da vacina Oxford-AztraZeneca vêm de um lote do Instituto Serum, da Índia, que também produz o imunizante.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que possui parceria com a farmacêutica AstraZeneca,  é a nova produtora do imunizante no Brasil, iniciando hoje (17) a entrega do primeiro lote de vacinas. A previsão é que sejam entregues um total de 3,8 milhões de doses até o final de março, que serão distribuídas pelo Ministério da Saúde de acordo com os critérios do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

*com Agência Brasil