Após a decisão do ministro Edson Fachin de anular, nesta segunda-feira (08), todas as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Operação Lava Jato, o político recuperou direitos e se tornou elegível. A ação gerou repercussão por todo país e divergiu opiniões. Para o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas, Ricardo Barbosa, a medida influenciará na conjuntura atual do país e nas eleições de 2022.

Ao CadaMinuto, o político acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter permitido o cumprimento dos objetivos do ex-ministro Sérgio Moro e da Operação Lava-Jato. No entanto, a partir da anulação das condenações, a justiça, apesar de enfrentar uma desmoralização, estaria tomando o rumo certo.

“Agora, quando o povo brasileiro já elegeu um presidente genocida, que está carregando nas costas a responsabilidade da morte de quase 300 mil brasileiros, porque passou o tempo todo fazendo campanha pra cloroquina no Brasil, a justiça simplesmente diz que houve um ‘errinho’, [...] que poderia ter mudado a vida do povo brasileiro e do processo eleitoral”, explica.

“Hoje a gente poderia ter Lula na presidência da república para continuar a fazer o que já vinha fazendo. [A anulação do processo] irá trazer de volta a esperança do povo brasileiro e modificar o quadro político para 2022”, complementa o presidente.

Impacto dos processos nas eleições anteriores

Ricardo afirma que os processos interviram nos resultados das eleições passadas. “Óbvio que a situação da prisão do Lula e os ataques que o PT vêm sofrendo até aqui tiveram influência direta nos resultados eleitorais do partido desde 2016, nas eleições municipais e, em 2018, nas eleições presidenciais”, destaca.

“Na medida em que se analisa tudo que houve contra o Lula, para o bom entendedor e até para o mal entendedor, fica claro que foi para tirá-lo do processo eleitoral e acabar com a imagem do PT. Fica claro que, sendo mentira, o PT retoma o seu espaço e a sua credibilidade junto à população”, finaliza Ricardo.

*Com supervisão da editoria.