A decisão do ministro Edson Fachin que concedeu, nesta segunda-feira, dia 08, habeas corpus  ao ex-presidente Lula nos processos do triplex, do sítio de Atibaia, do Instituto Lula e das doações para o mesmo instituto repercutiu o meio político nacional. 

O CadaMinuto ouviu alguns políticos alagoanos que se pronunciaram contra e favor da decisão do ministro.

O presidente da Câmara de Deputados, o alagoano Arthur Lira, usou seu perfil numa rede social e afirmou que sua “maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!”.

O deputado estadual Cabo Bebeto disse à reportagem que “O Brasil é o melhor país do mundo para quem anda errado”.

O deputado federal Paulão disse que, na tarde de hoje, “foi reparada uma injustiça”. Para o parlamentar, “todo o processo contra o ex-presidente Lula, conforme a teoria do fruto envenenado, foi contaminado”. Ele complementa que “um erro gravíssimo” foi reparado e que foi uma decisão importante para o país, já que há modificação no tabuleiro do xadrez político.

A vereadora Teca Nelma publicou, em rede social, que a decisão “com certeza mudará os rumos da política brasileira”, já que torna o ex-presidente elegível novamente, e perguntou a opinião de seus seguidores sobre o tema.

Já o também vereador de Maceió, Leonardo Dias afirmou que "como cidadão e vítima do maior roubo da história do país, lamento mais essa decisão do STF. Agora, como vereador, não vejo a hora de ajudar a acabar de vez a carreira político-criminosa do Lula. Que venha 2022.”

O senador Renan Calheiros também usou as redes sociais para se manifestar sobre o assunto. Ele defendeu que a decisão de tornar o Lula elegível é um passo importante. “Mas a Justiça não pode deixar de julgar e jogar para debaixo do tapete a parcialidade do então juiz Sérgio Moro. As responsabilidades precisam ser apuradas”, alertou.

“Acho que era uma novidade esperada”, comentou o deputado estadual Francisco Tenório, acrescentando que “no mundo jurídico era público que esses processos seriam nulos, só que a surpresa foi a nulidade pela competência da Justiça de Curitiba. O que  se esperava era a nulidade pelos vícios que tem no processo. Salvaram o Lula e deixaram ele elegível além de corrigir moralmente o que ele sofreu. Só que também isentaram o Moro e os procuradores da Lava Jato da responsabilidade processual. E como se absolvessem Lula, os denunciantes e quem o condenou também”.

Davi Maia, deputado estadual alagoano declarou que não pode falar da questão jurídica, apenas da política. “Acho que quem ganha com a decisão é o Bolsonaro. A decisão só fortalece a polarização e, por consequência, o presidente Bolsonaro”.