Se Paulo Dantas vencer o segundo turno da eleição, o que é bastante possível, a ordem já está dada: nada, nem um copo d’água para o deputado federal Marx Beltrão.

Ainda na campanha, o desejo de vingança do grupo palaciano – e neste caso, acreditem, sob o comando de Dantas – atuou para que Beltrão não conseguisse se reeleger.

Dantas não escondeu sua fúria, motivada, segundo ele, pela “traição” de Beltrão, com quem ele achava que podia contar na eleição.

Ora direis: ódio de político dá e passa.

Eu vos direi, no entanto: nem sempre. ´

E quando ele perdura, com alguém no poder, é mais fácil do que andar descalço num serpentário de cascavéis dentro – dentro de um elevador fechado.