Foto: Marcel Vital
Médicos do Hospital da Mulher interagem com intensivista do Hospital do Coração de Alagoas através da UTI Virtual

Implantado com a proposta de ampliar a oferta do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas, o Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, localizado no bairro Poço, em Maceió, completa nesta terça-feira (29) um ano de funcionamento, com o registro de 15.018 atendimentos. O equipamento construído e entregue pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) é considerado um marco para a história do Estado, visto que foi o primeiro hospital público inaugurado na capital após quatro décadas.

Com equipamentos de última geração, assim como profissionais treinados e habilitados, a maternidade do Hospital da Mulher virou referência para as gestantes de baixo risco. No período de um ano, passaram pela Classificação de Risco 9.880 mulheres, onde foram realizados 3.095 partos, sendo 1.531 normais e 1.564 cesáreos, o que corresponde a 49,5% e 50,5%, respectivamente.

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, faz um destaque para a união de esforços dos profissionais que atuam no Hospital da Mulher para conseguir resultados tão expressivos, demonstrando na prática o quanto o serviço de saúde está próximo da população. “O Hospital da Mulher chega a um ano com excelentes resultados na atenção à saúde. Incentivamos os partos naturais, investimos na capacitação dos profissionais, contamos com serviços ambulatoriais e de proteção às crianças, além de realizar procedimentos cirúrgicos. Ou seja, é uma demonstração de que quando a população necessitou de um serviço de saúde, lá estava o Hospital da Mulher”, disse o secretário.

Por meio de uma requisição administrativa feita pelo Governo de Alagoas, em decorrência da pandemia da Covid-19, as gestantes e os pacientes do Ambulatório LGBT – que já estavam em tratamento com endrocrinologista para dar início ao recurso terapêutico da hormonioterapia – passaram a ser atendidos na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima.

A Desde que foi inaugurada, a Área Lilás do Hospital da Mulher, da Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), tem proporcionado um atendimento integrado da saúde juntamente à segurança pública, cujo objetivo é assistir à vítima de violência sexual de forma acolhedora, rápida e eficaz. O espaço conta com uma equipe multiprofissional capacitada para realizar o atendimento humanizado, por meio de psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, ginecologistas, pediatras, médicos peritos e policiais civis, promovendo a assistência integral em um único espaço.

O atendimento foi preparado com todo o cuidado, contando com recepção própria, local de acolhimento da família, consultórios, leitos de observação, espaço do chá, árvore da esperança e fraldário. No local, são ofertados serviços de atenção às vítimas de violência sexual, tais como profilaxia das infecções sexualmente transmissíveis (IST) e HIV, anticoncepção de emergência, exames laboratoriais, coleta de vestígio, aborto previsto em lei, boletim de ocorrência, assessoria jurídica, grupos de apoio e acompanhamento médico e psicossocial por até seis meses após a violência.

Em um ano, a Área Lilás da unidade hospitalar acolheu 465 vítimas de violência sexual, cujo público-alvo foi o infantojuvenil, onde os profissionais conseguiram fazer todos os procedimentos necessários ao atendimento dos pacientes em apenas três horas.

*Com Agência Alagoas