Foto: Assessoria
Aulas são mistas e acontecem em Maceió

É com o objetivo de oferecer para as mulheres técnicas de defesa pessoal, que o instrutor Fyllipe Paranhos realiza, anualmente, um seminário de Krav Maga (defesa pessoal Israelense) em Maceió. Por causa da pandemia, o seminário precisou ser adiado, mas segundo o instrutor, as mulheres estão mais interessadas pelo Krav Maga. 

“Pretendo retomar o projeto assim que for possível, inclusive com previsão de levá-lo para o interior do Estado”, disse Fyllipe ao blog. 

O seminário é gratuito e as aulas são realizadas em turmas mistas. “Não temos uma turma apenas ou específica para mulheres. O Krav Maga é para todos. Não importando o sexo, idade ou condicionamento físico”, explicou.

O instrutor também destacou o interesse das mulheres pela defesa pessoal. “Só para você ter uma ideia, esse ano tínhamos disponibilizado 100 vagas, que foram totalmente preenchidas em 2 dias e estamos com uma lista de espera em caso de desistência de umas 20 mulheres.”

Fyllipe disse que recebe dois grupos distintos: um formado por mulheres empoderadas que buscam mais segurança e outro, formado por mulheres assustadas com a violência. “Seja porque já vivenciaram na pele ou porque presenciaram alguma violência com alguma mulher próxima”.

Ele disse ao blog que muitas mulheres ainda acreditam que não conseguem se defender de um agressor por se sentirem mais fracas fisicamente. “E todas saem do seminário entendendo que conseguem se defender não importa o tamanho ou a força do agressor”.

Entretanto, segundo o instrutor, a finalidade do seminário não é apenas para que elas aprendam a se defender, mas que elas aprendam sobre controle emocional, mental e o uso correto das técnicas. 

Para ele e para o outro instrutor, Rafael, quando o seminário acaba, os dois sentem que plantaram uma sementinha na cabeça da mulher. “A sensação é que ela pode fazer tudo que deseja e que ela consegue andar na rua de cabeça erguida, sem sentir medo, que consegue enfrentar problemas que a vida dela oferece e que ela toma um caminho completamente diferente que a vida dela oferece e que ela toma um caminho completamente diferente daquele que a gente que ela estava tomando antes de conhecer o Krav Maga”.

Fyllipe também contou que algumas alunas já usaram a defesa pessoal quando passaram por algum tipo de situação de violência, e se saíram bem. “É muito difícil descrever como me sinto. Fiz um juramento quando me tornei instrutor de krav maga que levaria a técnica para o mundo. Então a sensação é de dever cumprido”, finalizou.