Políticos profissionais sabem exatamente como e de que forma atingir mentes e corações de grupos de eleitores, seja em Alagoas e no Brasil de Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos do presidente Donald Trump, ou na Inglatera de Boris Johnson. É que o marketing digital tem o caminho.
Foi dessa forma que todos eles, incluindo deputados federais de direita, foram eleitos, em muitos casos de forma surpreendente. O livro “Os engenheiros do caos”, do cientista político franco-italiano Giuliano da Empoli, revela e desnuda como funciona a estratégia que tem dado certo para o crescimento dos populistas de direita.
Em comum, a estratégia utilizada aqui e em qualquer lugar do planeta é ficar em evidência na internet de qualquer maneira, melhor ainda se for gerando polêmica, fundamentalmente criando emoção.
É como se fossse uma corrida "Em busca dos cliques que garantem visibilidade e ganhos com publicidade, agentes políticos apelam para títulos e comportamentos cada vez mais chamativos, num processo que costuma sacrificar a verdade e os fatos em muitos casos", explica Giuliano da Empoli.
Por isso, nessa estratégia, notícia falsa é fundamental, desde que também gere ódio. "O livro cita estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a demonstração de que uma falsa informação tem, em média, 70% a mais de probabilidade de ser compartilhada na internet do que uma verdadeira. Outros dados avaliam que a verdade consome seis vezes mais tempo que uma notícia falsa para atingir 1.500 pessoas".
Entendeu, caro leitor, o motivo do clã Bolsonaro - os seus aliados e muitos outros politicos - usar tanto as redes sociais, bancar influenciadores digitais com cargos e publicidade estatal e a avalanche de fakenews que divulgavam desde 2018 (eleição) e continuam divulgando?
Tratamentos médicos não comprovados científicamente, desmatamento inexistente na amazônia, países interessados na floresta, gripezinha, vírus chinês, liberação de armas de fogo como forma de garantia da defesa pessoal e para redução da criminalidade, acusações de comunismo, esquerdismo sobre qualquer um que pense diferente, enfim (ufa!), a lista de negacionismo generalizado e fake news é imensa.
E nada é por acaso, nunca, principalmente em política.