Passei cinco dias, de segunda a sexta, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul..
5 dias de exercício da militância, do olho agudo para os entornos das pessoas e da cidade.
Faz um tempo que o ativismo molda nossos passos pelo mundo.
E esse ativismo preto me permitiu o encontro com muita gente bonita, cheia do movimento de reafirmar momentos e espaços.
Foi assim que conheci a Rosa Chalmes, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, lá pelos idos de 2012.
Quando nos encontramos, já eramos amigas no facebook e num abraço cheio de reconhecimento, estabelecendo a presença física,ela me disse: acompanho teu blog. Sou tua fã.
Até fizemos um registro desse encontro, no celular.
Conversavámos, esporadicamente, pelo face, mas, tínhamos ciência das nossas existências de mulheres pretas, ativistas e resolutas.
Mulheres pretas.
Quando o Instituto Raízes de Áfricas, das Alagoas das terras pretas de Palmares, decidiu realizar a atividade, em Porto Alegre,dia 29 de janeiro de 2020, Rosa foi uma das pessoas que entramos em contato. Conversamos, ela me passou seu número zap e ficamos de nos encontrar na Roda Preta.
E finalizou me dizendo: Seja bem vinda ao Sul!
Não nos encontramos, a morte entrou no meio da história.
No dia que cheguei a Porto Alegre Rosa iniciou sua viagem ao Orun e na sexta-feira ela partiu, e fico torcendo que esse portal de energia que se abre nesse domingo,02022020, leve-a para lugares de reencontros e nos permita ressignificar e reinterpretar a caminhada terrena.
Siga em paz, companheira, com a alma cheia de certezas: você fez o seu melhor!
E que toda espiritualidade nos permita!
Na foto Rosa é a que está de vestido azul, ao lado do formando e da mãe.

