A Polícia Rodoviária Federal a partir desta segunda-feira (23) deverá voltar a utilizar os radares móveis durante as fiscalizações nas rodovias federais. A medida será atendida após determinação do juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, que realizou a suspensão de uma portaria do governo federal que havia proibido o uso dos aparelhos. 

Em agosto deste ano, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma ordem ao Ministério da Justiça para que a PRF suspendesse o uso dos radares, afirmando que a medida era importante para tentar evitar “a utilização meramente arrecadatória dos aparelhos” e o “desvirtuamento do caráter educativo”.

Na última quinta-feira (19), Bolsonaro disse, após determinação da justiça, que o governo irá cumprir a decisão judicial e que os aparelhos vão servir para tirar “fotografia educativa”, mas não ficou esclarecido se a ordem é de fato não multar os condutores que forem flagrados pelos radares móveis cometendo atos irregulares.

Em coletiva realizada na última sexta-feira (20), André Mendonça, advogado-geral da União, disse que há abusos na utilização dos radares. “O radar como qualquer outra medida tem que ter finalidade educativa, de prevenção. Toda sanção tem caráter educativo. Nós precisamos entender que há um contexto de abuso as vezes nesse contexto, e é esse abuso que não vai ser feito”, afirmou Mendonça.

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, desde a suspensão do uso dos aparelhos, houve um aumento no número de acidentes nas rodovias. No período entre 16 de agosto a 31 de outubro, 14.629 acidentes foram contabilizados, totalizando 7,2% a mais em relação ao mesmo período de 2018.

 

*com informações da Jovem Pan