O Ministério Público de Goiás (MPGO), que investiga as denúncias de abuso sexual supostamente cometidas por João de Deus, quer a prisão preventiva do médium. O pedido foi protocolado do Fórum de Abadiânia, cidade do referido estado, na tarde desta quarta-feira (12). A cidade goiana abriga a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium faz os atendimentos espirituais e aconteceram os crimes, segundo as denunciantes.
O pedido foi protocolado no fim da tarde pelos promotores Luciano Miranda e Patrícia Otoni, na promotoria de Abadiânia. Os dois são responsáveis pela força-tarefa que investiga os supostos crimes sexuais. Um dos argumentos do pedido de prisão é o bom desenvolvimento do processo. Os promotores temem que, com o acusado em liberdade, vítimas se sintam amedrontadas e deixem de denunciar.
A assessoria de imprensa do MPGO confirmou o pedido de prisão, mas não deu detalhes pelo fato de o caso estar em segredo de Justiça. O pedido deve ser analisado pelo juiz Fernando Chacha, que é responsável pela comarca de Abadiânia. O Correio ainda não localizou o advogado Alberto Toron.
Caso a prisão seja decretada, funcionários de João de Deus garantem que ele irá se entregar, logo que seu advogado negociar um local e prazo para que isso ocorra.
