Trazer à tona os tristes índices que ainda permeiam a violência contra as mulheres e debater formas sobre o enfrentamento à essa triste realidade. Esse foi o propósito do “Seminário de Enfrentamento à Violência contra Mulheres com Deficiência: violência contra uma é violência contra todas”, que aconteceu na última segunda feira (28), no Auditório da Fundação de Apoio e Amparo à Pesquisa (Fapeal), no Centro de Maceió.

Com o tema “Do estigma ao empoderamento: a autoestima da mulher com deficiência”, a Deputada Federal Rosinha da Adefal palestrou no evento - que está dentro das atividades da Semana da Pessoa com Deficiência, e trouxe foco para a independência das mulheres com deficiência e a garantia dos seus direitos.

Promovido pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), o evento contou com a presença de representantes do Tribunal de Justiça de Alagoas, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e dos Conselhos Estaduais de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) e da Pessoa com Deficiência.

Segundo a Deputada Federal, são oportunidades como essa que elevam o assunto da pessoa com deficiência em Alagoas. “Participar da Semana da Pessoa com Deficiência de Alagoas é realizador. Sempre lutei em prol das pessoas com deficiência no Brasil e hoje estou tendo a oportunidade de direcionar para as mulheres, uma outra bandeira que levanto diariamente. A realidade das mulheres está mudando e a das que possuem alguma deficiência não está ficando para trás. Onde eu puder levar o empoderamento da mulher na sociedade, terei imenso prazer de fazê-lo.”, disse a Deputada emocionada.

O evento contou com a apresentação musical do Coral Carlos Gomes, do Centro Estadual de Cegos Cyro Accioly, e abordou um tema muito comentado durante esse mês, o Agosto Lilás. “Ô mês de agosto evidencia o combate à violência contra mulher, mas na verdade essa deve ser uma temática diária. Esse assunto precisa ser debatido em sociedade e nós não vamos no calar, até que problemas desse tipo sejam sanados totalmente da nossa sociedade.”, completou Rosinha.