A presença do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) no ato pela greve geral que tomou as ruas do Farol e do Centro de Maceió na tarde desta sexta-feira, 28, foi saudada com euforia pelos manifestantes. Ele posou para fotos, segurou bandeiras, atendeu aos chamados de “presidente” e até ecoou um “Fora Temer”.
Possível candidato à presidência em 2018, mesmo diante de um cenário de disputa com o ex-presidente Lula (PT), o ex-ministro foi recebido com festa também por sindicalistas e petistas alagoanos.
Ciro contou que está na capital alagoana em razão de um compromisso partidário, mas decidiu ir às ruas: “Comecei a ver nas redes sociais e TVs a repressão contra o povo que saiu para lutar Brasil afora, não aqui em Alagoas, mas achei que era meu dever de solidariedade como trabalhador, como brasileiro, vir para rua para admirar, aplaudir, apoiar e manifestar minha solidariedade prática a esse gesto importante do povo brasileiro”.
Ele classificou o ato de hoje como “essencial”: “O povo que não aprende a lutar e a defender seus direitos é presa fácil para os privilégios”, frisou, em entrevista à imprensa.
Questionado sobre a Reforma da Previdência, o ex-ministro avaliou que a greve geral de hoje representa a derrota da proposta. “Eles claramente vão recuar e vamos conseguir um avanço importante nesse absurdo que é a proposta feita”.
Já sobre a possível candidatura a presidência da República em 2018, o político preferiu não responder: “Ainda é cedo”.
No começo do mês, em entrevista à imprensa o pedetista que comandou o Ministério da Integração Nacional no governo Lula, reconheceu que poderia entrar na disputa, mesmo que o ex-presidente, seu aliado, também seja candidato.
Na ocasião, ele acrescentou que ainda acredita que PT e PDT possam marchar juntos em 2018, mas, que sua candidatura só dependia do seu partido.
Em pesquisa do Ibope divulgada em março deste ano, Ciro aparece em sétimo lugar em “potencial de votos”, com 18%, abaixo de Lula( 47%), Marina Silva (33%), José Serra (25%), Joaquim Barbosa (24%), Geraldo Alckmin (22%) e Aécio Neves (22%).
Em índice de rejeição do ex-ministro é o quinto, com 49%; Antes dele, encabeçam a lista Aécio Neves (62%), José Serra (58%), Geraldo Alckmin (54%) e Lula (51%).
