Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 6, na Assembleia Legislativa (ALE), o deputado Bruno Toledo (PROS) relembrou as denúncias feitas em fevereiro deste ano pelo arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, do uso eleitoreiro das comunidades terapêuticas para tratamento de dependentes químicos em Alagoas.

Toledo disse que, durante a reunião que teve hoje o arcebispo, que é também presidente da Federação da Rede Cristã de Acolhimento, ficou claro que as denúncias contidas na Nota de Repúdio divulgada por Dom Muniz são apenas a “ponta do iceberg”.

“Estão usando a vulnerabilidade de pessoas com finalidades ocultas. Não podemos deixar que isso aconteça... Estou aqui cobrando respostas emergenciais do governo em relação à nota, que é muito contundente. Foram declarações fortes de utilização da rede de acolhimento de forma política, como moeda de votos”, frisou, após ler a nota na íntegra da tribuna da Casa.

Em aparte, Francisco Tenório (PMN) cobrou que o arcebispo cite quais parlamentares estariam utilizando as comunidades de forma “politiqueira”, como o religioso afirmou na nota.

“Da forma como foi colocado atinge o parlamento alagoano inteiro e me sinto ofendido também... Porque não citar nomes? Ele (Dom Muniz) tem medo? De quê? Será medo de dizer o nome do parlamentar que está usando deste expediente?”, questionou.

Também em aparte, Léo Loureiro (PPL) Léo Loureiro solicitou a Bruno Toledo – representante da Assembleia no Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) – que levante dados acerca dos dependentes químicos atendidos nessas comunidades para que a Casa possa cobrar respostas da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), também citada na nota de repúdio.

 “Quanto se paga por cada dependente químico incluído no programa”? Quantos estão em tratamento em Alagoas? Para onde está indo esse dinheiro... As clínicas estão fazendo o trabalho bem feito ou será que virou comércio? Isso (a nota) pode ser somente a ponta do iceberg”, concluiu Loureiro.