Os parlamentares que integram o ‘clube dos delatados’ da Lava Jato pensaram bastante sobre como sobreviver às urnas em 2018. Como a classe política encontra-se na posição de quem está prestes a ser examinado por um proctologista-eleitor, acharam uma saída para evitar o toque.

E ela é não ter o nome julgado diretamente pelo eleitor na próxima eleição.  A proposta é adotar o modelo de lista fechada. Ou seja, nesse sistema a gente vota no partido, não no candidato. E caberá à direção de cada partido indicar quem assumirá as vagas.

Peguemos como exemplo hipotético o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que faz parte do ‘clube dos delatados’. Ele e o seu pai, senador Biu de Lira (PP-AL), também sócio do ‘clube’, comandam o partido em Alagoas.

Logo, caso o deputado queira renovar o mandato e permanecer com o foro privilegiado – ser julgado pelo lentíssimo STF – será o primeiro da lista indicado pelo partido.

Quer dizer, se a sigla tiver votos suficientes apenas para eleger um parlamentar, será ele por ser o primeiro da lista. Mas, repito, o eleitor não votará nele, e sim na sigla.

Essa ideia, defendida na época pelo PT, reaparece dois anos depois de ter sido derrubada em votação no Congresso por 402 votos contrários e 21 a favor.

É a boia de salvação contra a revolta da população, uma forma inteligente para evitar o risco de naufrágio político e aumentar as chances de reeleição.

Eles querem impedir que você, cidadão, tenha o direito de demitir diretamente os políticos acusados e suspeitos de usarem o mandato para ganhar muito dinheiro ilícito.

O presidente Michel Temer (PMDB) e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMD-CE) – todos sócios do ‘clube dos delatados’ – têm discutido o tema.

Lista fechada é a palavra do momento que os exclusivos sócios do clube querem criar em Brasília.

Palavra da Salvação!