Principal nome do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB) está nu na praça, literalmente. E o motivo é mesmo a construção da Cidade Administrativa, segundo delação da Odebrecht.
O ex-presidente da construtora, Benedicto Júnior, e o seu auxiliar Sérgio Neves, delataram o pedido pessoal de Aécio Neves de uma comissão de 2,5% a 3% nas obras de R$ 2,1 bilhões – cerca de R$ 61 milhões - da Cidade Administrativa, sede do governo, construída quando ele governava Minas Gerais.
O senador, derrotado na eleição presidencial de 2014, foi mentor, junto com Eduardo Cunha, e um dos principais beneficiados com o impeachment da presidente Dilma e a ascensão de Michel Temer à presidência da República.
Os repasses das propinas teriam sido feitas a Oswaldo Borges da Costa Filho, por determinação do tucano. Oswaldinho, como é conhecido, é amigo e uma espécie de tesoureiro informal do senador mineiro, que detalha os pagamentos a Aécio, em sua delação.
O que é aguardado agora é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncie Aécio ao STF por corrupção.
De delação em delação as atuais e principais lideranças estão sendo derrubadas como um castelo de areia.
Uma história que vai continuar por alguns anos e vai interferir nas eleições presidenciais de 2018.
Aecinho, além de patinar nas últimas pesquisas presidenciais, vai virar, oficialmente, réu. Portanto, é carta fora do baralho, uma vez que decepciona os eleitores contrários ao lulopetismo e também é odiado por estes.