Mesmo com o crescimento econômico no Brasil, a desigualdade quando se trata de ambiente de trabalho, permanece intacta. As mulheres brasileiras continuam trabalhando mais – em média de cinco horas por dia – e recebendo menos.

Segundo uma análise de condições de vida da população brasileira, divulgada nesta sexta-feira (02), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBG), a renda das mulheres equivale a 76% da renda dos homens.

Além disto, as mulheres continuam sem as mesmas oportunidades de assumir cargos de chefia ou direção. Segundo o IBGE, em 2015, 6,2% dos homens de 25 anos ou mais estavam em cargos de gerência ou direção, já no caso das mulheres, o índice era de 4,7%. A desigualdade salarial também é elevada, visto que as mulheres nesta posição recebiam, em média, 68,0% do rendimento médio dos homens.

Outro ponto abordado pelo Instituto é que as mulheres tendem a receber menos que os homens porque trabalham seis horas a menos por semana em sua ocupação remunerada.

Na maioria dos casos, elas se dedicam as atividades domésticas chegando a trabalhar, no total, cinco horas a mais do que os homens. Ao todo, a jornada das mulheres é de 55,1 horas por semana, contra 50,5 horas deles.

Apesar deste cenário, a pesquisa mostra que cresce o número de mulheres chefes de família. Considerando todos os arranjos familiares, elas são a pessoa de referência de 40% das casas. Entre aqueles arranjos formados por casais com filhos, uma em cada quatro casas é sustentada por mulheres. O percentual de homens morando sozinho com filhos é mínimo.

*com Informações da Agência Brasil