O prefeito Rui Palmeira esteve na manhã desta quarta-feira (30) para participar de mais uma audiência referente ao processo da “Operação Taturana”, deflagrada pela Polícia Federal em 2007. Na condição de testemunha, o prefeito de Maceió e ex-deputado estadual comemorou as punições aos parlamentares e afirma que pode ter ajudado no indiciamento de ex-companheiros na Assembleia Legislativa de Alagoas.

O prefeito de Maceió foi ouvido pela Polícia Federal durante o inquérito e acredita que ajudou no processo de investigação. “Fui um dos deputados, um dos poucos contra a mesa diretora. Certamente temos como contribuir. Tenho informações, que certamente podem ajudar. Foram muitas informações, na época com o delegado e acredito que possa ter ajudado no indiciamento de alguns deputados”, lembrou.

Rui Palmeira comemorou a manutenção das condenações para os parlamentares envolvidos na “Operação Taturana”, mas lamentou o fato da Justiça começar a agir quase 10 anos após o esquema ser descoberto.

“O processo da taturana é emblemático. O judiciário felizmente está agindo, depois de dez anos. As punições começaram a acontecer, inclusive em segunda instância, para desestimular a reiterada prática de crimes”, alegou.

Questionado sobre o depoimento desta quarta-feira, no qual será ouvido pelo Ministério Público, Rui Palmeira não acredita em novidades, mas que estará pronto para ajudar. “Tenho que ouvi quais serão os questionamentos do Ministério Público, para aí sim, dizer se tenho conhecimento ou não de determinado procedimento que acontecia na assembleia. Vou fazer como fiz durante o inquérito da Polícia Federal”, afirmou.

O prefeito ainda fez questão de ressaltar que não teve qualquer ligação com a “Operação Taturana”. “A questão dos empréstimos aconteceu na legislatura anterior a minha. Realmente só passamos a ter conhecimento quando implodiu a operação taturana”, concluiu.

Algumas testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa dos réus são ouvidas durante uma audiência de instrução no Tribunal de Justiça.

O processo da “Operação Taturana”, deflagrada em 2007 e que gerou um rombo aos cofres públicos em torno de R$ 300 milhões, teve como condenados Cícero Almeida, Celso Luiz, Manoel Gomes de Barros, Cícero Amélio, José Júnior de Melo, Edwilson Fábio de Melo Barros, Fernando Gaia Duarte, Marcos Antônio Ferreira Nunes, Antônio Aroldo Cavalcante Loureiro, Cícero Ferro, Arthur Lira, Paulão, Maria José Pereira Viana, João Beltrão Siqueira e José Adalberto Cavalcante Silva.