Representantes do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas protestaram, nesta sexta-feira (21), durante a solenidade que marcou o início das obras de esgotamento sanitário da região do Farol. Eles repudiaram o fato do governo do estado contratar uma empresa privada para gerir as obras. O governador argumentou que modelo seria o mais viável para viabilizar o esgotamento da cidade, orçado em R$ 1,5 bilhões.
A solenidade aconteceu na Travessa Professor José Silveira Camerino, no Pinheiro, e o grupo realizou um protesto durante a solenidade, que contou com a presença do governador Renan Filho.
Um dos argumentos dos Urbanitários para o protesto foi o fato de o Estado ter adotado as Parcerias Público Privada (PPP) para realizar obras de esgotamento e saneamento. Segundo a diretora de formação do Sindicato, Dafne Orion, a Casal possui contrato com empresas privadas no interior e algumas obras apresentaram problemas, que deixaram a população sem água.
“Estamos aqui hoje para fazer essa denúncia à população e compartilhar para a sociedade alagoana nossa preocupação. Hoje a Casal, fora essa ordem de serviço, já tem contratos com empresas privadas. Na região Agreste a empresa contratada prometeu novas adutoras e melhorias no serviço prestado à população e hoje a adutora já apresenta problemas seríssimos”, argumentou.
O governador Renan Filho justificou que a parceria público-privada é único modelo para viabilizar os recursos que Alagoas precisa. Segundo ele, Maceió precisa de R$1,5 bi para fazer o esgotamento sanitário e que esse modelo deu certo no Brasil e é preciso trazer para Alagoas.
Renan também disse que a Casal é pública, mas não tem recursos para investimento nos esgotamentos sanitários, por isso a parceira. “A empresa não está sendo vendida ou privatizada, estamos atraindo capital privado para que ela possa fazer os investimentos que o povo alagoano precisa. O modelo 100% público não funciona, não consegue levar o esgotamento sanitário à população, o poder público tem muitas necessidades e obrigações e infelizmente ele não consegue resolver todos os problemas”, completou.
*Colaboradora

