A disputa foi dura. Eleição nenhuma é fácil. Porém, antes da posse no primeiro dia de 2017 é preciso que os novos prefeitos - com exceção de Maceió onde haverá segundo turno – tomem algumas providências para não serem surpreendidos. É que mágoas podem ter restado da disputa eleitoral.
E a melhor estratégia é começar uma gestão sem surpresas negativas. Para isso é preciso garantir que os serviços essenciais tenham continuidade e que não sejam suspensos pelo término ou falta de contrato com empresas que cuidam da coleta de lixo, transporte de pacientes, informática, combustível e medicamentos, por exemplo.
Ou seja, a suspensão de qualquer um desses serviços atinge diretamente a população e causa uma tremenda crise logo no início de um governo. Uma forma segura para evitar essa situação é criar uma equipe de transição para levantar a situação dos contratos existentes.
Bom, e se o atual titular se negar a dar informações para deixar uma imensa casca de banana, o que fazer? Simples. O prefeito eleito deve usar a Lei de Acesso à Informação e requisitar cópias dos contratos. Tais ações são responsabilidades do atual e do futuro chefe do Executivo Municipal.
Inclusive é uma das incumbências dos atuais prefeitos tomar providências e cautelas financeiras para o término e início do novo mandato. Dados como obras em andamento, contratos contínuos, convênios com Estado e União e inventário de bens móveis e imóveis devem ser disponibilizados ao próximo prefeito e à equipe de transição.
O futuro gestor não deve esperar. Tem que agir e documentar todos os seus passos. É preciso estar bem atento.
Sabe lá o tamanho do ódio pós-eleição.