A médica húngara Erika Csorba Araújo, denunciou a prefeita de Joaquim Gomes, Ana Genilda Costa Couto, ao Ministério Público Federal (MPF), por perseguição política e por descumprimento da legislação eleitoral, no sentido de contratar ou descontratar servidores públicos. A denunciante procurou o CadaMinuto para relatar a situação.

Segundo a médica, que atuava desde setembro de 2013 no município, no programa Mais Médicos, a prefeita dispensou seus serviços no dia 31 de agosto, dias antes do prazo legal do final do contrato de 36 meses - que se encerraria em 18 de setembro deste ano -, e sem o pagamento de férias.

Além da denúncia formulada junto ao MPF, Erika também pretende processar a gestora na justiça, por calúnia e difamação. Isto porque, ao justificar para o MPF o desligamento da profissional do programa, a prefeita alegou que a médica apresentava falta de higiene pessoal; não permitia que o consultório fosse limpo; não tinha bom relacionamento com colegas; cometia erros em prescrições médicas e foi acusada de agressão verbal a um adolescente.

Érika afirma que as alegações são falsas e que a gestora não tem como provar o que disse. Para a médica, tudo se resume a uma perseguição política, já que seu marido, um advogado que atua no município, faz oposição à prefeita.

Na denúncia, a médica, que é especialista em cirurgia geral, cirurgia plástica reparadora e saúde da família, conta ainda que teve que alugar uma casa em Maceió, devido à situação insalubre da moradia oferecida a ela em Joaquim Gomes.

Por meio da denúncia, ela também cobra que a prefeitura legalize o desligamento no sistema digital do programa Mais Médicos, o que até agora não teria acontecido.

A reportagem tentou contato por várias vezes com a prefeita Ana Genilda, chegando a deixar um recado com o irmão da gestora, mas, não obteve êxito.