No mesmo momento em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebate intenção do ministro do STF, Gilmar Mendes, de arquivar intenção de investigar o senador Aécio Neves (PSDB) por suspeita de envolvimento de mensalão de Furnas, é revelado o início de um grande acordo político entre o PMDB e o PSDB.
E esse projeto político nacional já foi conversado entre o presidente tucano, Aécio, e o presidente licenciado do PMDB e presidente interino-definitivo da República, Michel Temer. Ou seja, as duas siglas não foram apenas aliadas para o afastamento de Dilma, mas também projetam uma união duradoura para manutenção do poder.
Para tanto o PSDB não está apenas ocupando cargos e espaço político - caso dos senadores José Serra, ministro das Relações Exteriores, e Aloysio Nunes como líder do governo no Senado. Mas também uma maior participação do PSDB nas decisões políticas e econômicas do governo.
A ideia que será vendida para os brasileiros e de “Reconstrução Nacional” e que se oponha claramente e frontalmente ao projeto e ideologia dos petistas. Caso dê tudo certo a intenção é que essa aliança seja mantida para 2018. E essa questão já foi debatida com a bancada do PSDB no Senado durante um jantar com Temer. E, ao que parece, o primeiro tema em discussão deverá ser a reforma política.
Porém, entre o desejo da aliança existe a incontrolável Lava Jato e os seus fatos. Tem também os procuradores federais, novas investigações e delações que atingem a cúpula do PMDB, assim como suspeitas e certezas sobre grandes líderes do PSDB, PT, PP, entre outros.
Ou seja, é como um jogo de xadrez: rei, rainha, torre, bispo, cavalo e peões podem ou não serem eliminados.
Leia no endereço abaixo na os argumentos de Rodrigo Janot para investigar o senador Aécio Neves:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2016/06/manifestacaojanotaecio.pdf