No dia em que os senadores escolhem (hoje, 25) os 21 titulares e os 21 suplentes da comissão que vai avaliar o impeachment da presidente Dilma, o PSDB ainda não se decidiu se fará parte do governo Temer.

Aliado do provável presidente – Michel Temer (PMDB), e do futuro vice – Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o partido está dividido se apoia e aceita cargos e indica nomes para ministérios.

Do ponto de vista ético, moral e político, uma vez que é o principal partido de oposição, tem que apoiar o futuro governo. Afinal de contas, é inaceitável derrubar um governo e depois aparentar que não tem nada com isso.

No entanto, até lá há, ainda, uma guerra a ser travada no Senado. Levantamento feito pela Folha revela que dos 50 senadores que disseram que votarão pelo pela admissibilidade do processo de afastamento, 39 disseram que vão apoiar o impedimento definitivo da presidente.

Caso o processo seja aceito pelo Senado, Dilma será afastada do cargo por 180 dias, com Temer assumindo o cargo. Seria preciso o voto de 41 dos 81 senadores presentes. E para ela perder em definitivo o mandato são necessários 54 votos.

Porém, o fato é que PSDB está realmente dividido. Além das pesquisas apontarem a impopularidade do governo Temer e a opção dos pesquisados por novas eleições, a presença de Eduardo Cunha, a reação internacional contra o “golpe” e, principalmente, as denúncias de envolvimento de Temer com o recebimento de propinas tem deixado o tucanato paulista assustado.

Revelações foram feitas pela revista Época. Um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, teria dado propina de um milhão a emissário do vice.

Pagamento foi um agradecimento pela participação numa licitação de R$ 162 milhões da Eletronuclear para operar na usina de Angra 3.

Será que o navio de Michel Temer que navega para o Palácio do Planalto já está fazendo água e perdendo passageiros?

Ou serão ratos?