A Unidade de Pronto Atendimento de Palmeira dos Índios (UPA) vem enfrentando problemas em virtude do atraso no repasse de recursos, o que acabou forçando a Unidade a reduzir o atendimento à população local. Atualmente, apenas 30% dos serviços estão mantidos e as prioridades estão sendo dadas a casos de emergência.
Assim com as demais Unidades instaladas no Estado, a UPA de Palmeira dos Índios funciona com recursos dos Governos Estaduais e Federal, além dos repasses do município. Porém a crise financeira que afeta o país, gerou problemas ao município, que não está conseguindo destinar recursos, o que vem inviabilizando a manutenção da UPA.
A alguns dias o atendimento no local está sendo apenas em casos de emergência, já que apenas 30% dos serviços estão mantidos. Médicos e funcionários estão com salários atrasados e a situação fez circular pela cidade os boatos que a UPA teria fechado suas portas ontem (06).
A assessoria de comunicação da prefeitura de Palmeira dos Índios negou a informação do fechamento, mas confirmou que o município vem enfrentando dificuldades financeiras, que estão afetando o repasse de recursos para a unidade. A previsão é que a situação financeira seja regularizada nos próximos dias e que enquanto isso o atendimento mantido será de 30% da capacidade.
O governador Renan Filho falou sobre a situação das UPAs durante a passagem de comando da Polícia Militar, nesta quinta-feira (07). Ele negou que o Estado esteja em débito de repasses com as Unidades e afirmou que de fato a prefeitura de Palmeira dos Índios vem enfrentando dificuldades financeiras.
“O prefeito James Ribeiro é um parceiro, mas este é um problema geral enfrentado pelas prefeituras. A questão das UPAs deve ser melhor analisado já que não tenho como controlar os custos, cabe aos gestores controlar esses gastos e tratar os custos de forma razoável. Em Maceió, por exemplo, estou fazendo a minha parte e encaminhando os recursos do governo federal”, completou.
O CadaMinuto questionou o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), mas a entidade disse que não estava ciente da situação e não quis comentar o caso de Palmeira dos Índios.
