Tem sido unânime que os protestos deste domingo (13) foram os maiores de todos os tempos. O político que tentou tirar proveito se deu mal. Os senadores Aécio Neves e Marta Suplicy e o governador Geraldo Alckmin decidiram aparecer na avenida Paulista, em São Paulo, mas foram vaiados e agredidos verbalmente, saíram de fininho.
Vários institutos de pesquisas foram a campo entender e traçar o perfil dos participantes. O que está claro é que os manifestantes têm um perfil elitizado. O Paraná Pesquisas, por exemplo, perguntou aos entrevistados qual o principal motivo de ter vindo a esta manifestação.
38,7% dos entrevistados citaram que era contra a corrupção; 23,5% pelo impeachment da presidente Dilma, contra os políticos em geral 10,9% e contra o PT 7,5%. Sobre se o PT é o único responsável pelos escândalos envolvendo a Lava Jato e a Petrobras 62,3% disseram que não. 34% que sim.
Já o Data Folha crava que dos 2.226 entrevistados 77% têm nível de escolaridade superior. 60% apontaram FHC como o melhor presidente. 12% são empresários e metade dos ouvidos tem renda entre cinco e 20 salários mínimos. Mais detalhes da pesquisa você pode acessar no endereço http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1749640-protesto-cresce-mas-manifestante-mantem-perfil-de-alta-renda.shtml.
Bom, o fato é que as manifestações deverão reforçar o clima de impeachment da presidente Dilma. A classe política é sensível e já são aguardadas debandadas de políticos aliados.
O danado é que ninguém sabe como essa crise será concluída. A avaliação da classe política é a pior possível e a Lava Jato vai continuar existindo. E, claro, o PT é um partido representativo no Congresso e influente nos movimentos sociais.
O certo é que faltam lideranças políticas expressivas e respeitáveis. Tirar Dilma e continuar Eduardo Cunha, por exemplo, tem cheiro de que algo vai dar muito errado.
É aguardar.