A questão da saúde será, certamente, um tema em que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) vai penar na disputa pela reeleição. As promessas feitas na campanha de 2012 não foram cumpridas.
Apesar de ter colocado na pasta o experiente José Thomaz Nonô, no entanto, este chegou tarde. Uma de suas medidas tem sido exigir o cumprimento do horário de trabalhos dos profissionais do setor, o que qualquer um de nós aplaude de pé, mas é muito pouco para uma gestão .
É que falta todo tipo de estrutura. Os profissionais estão expostos a falta de insumos e de segurança. Esta semana (quinta-feira, 24) uma cirurgião-dentista (A.K.A.B) que trabalha na Unidade de Saúde do Village Campestre viu um revólver apontado para o seu peito.
Por volta das 14 horas um homem armado invadiu a Unidade e levou dela bolsa, documentos, dinheiro. O tempo todo com o dedo indicador no gatilho, apontado para a profissional. No local havia apenas mais três pessoas. Nenhum guarda municipal, muito menos segurança privada.
Depois que o bandido foi embora a polícia foi chamada. As câmeras de segurança iriam ajudar a revelar o rosto do marginal, certo? Que nada. Elas não funcionavam, ali estavam para impressionar, enfeitar, intimidar, apenas.
O fato é que hoje a dentista está em pânico, dorme mal e está com medo de retornar ao local onde tem que cumprir 40 horas semanais de trabalho. Tudo indica que vai ter que procurar ajuda psicológica. O trauma não é pequeno para quem passa minutos eternos com um revólver ameaçador.
E é daquelas profissionais exemplares. Por amor ao trabalho na Unidade e às pessoas, na falta de material ela mesma adquiria, pagando do próprio bolso, insumos para não se limitar apenas a “arrancar dentes”.
Como tantos outros profissionais, concorda com a exigência do cumprimento da carga horária, mas exige condições de trabalho: estrutura e segurança. A Unidade citada já foi invadida outras duas vezes, só que no período noturno.
O danado é que o provável principal opositor de Rui Palmeira, o ex-prefeito Cícero Almeida, também não significa referência positiva na saúde em Maceió.
E agora?