O protagonismo feminino poderá levar, pela primeira vez, uma mulher a presidir a Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas. A delegada Maria Angelita foi lançada, tendo como vice o delegado aposentado Flávio Saraiva.
Os demais cargos serão preenchidos por delegados de primeira, segunda e terceira categoria, além dos aposentados. A eleição, que será realizada no dia 31 de março, terá cerca de 150 votantes.
Maria Angelita foi escolhida após lideranças da categoria definirem critérios a serem preenchidos de acordo com um perfil traçado: capacidade de decisão, ter opinião, mas saber ouvir. O objetivo a partir de agora é construir uma chapa de consenso.
Para tanto, foi ouvido o atual presidente Antônio Carlos Lessa que, embora tenha admitido em uma assembleia que não irá disputar um novo mandato – ele exerce o cargo há 12 anos -, pretendeu fazer indicações para o preenchimento da chapa Nova Adepol, o que foi rechaçado.
É que entendimento significa que os nomes apresentados para uma composição sejam aceitos, ou não, pelos grupos, não uma imposição pura e simples sem qualquer avaliação ou debate, segundo a mim foi revelado por membros que apóiam a delegada Maria Angelita.
A chapa da delegada busca, agora, conquistar os apoios dos delegados “políticos” da categoria. Casos do deputado estadual Francisco Tenório (PMN) e do presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PMDB).
Depois de Dilma como a primeira mulher eleita e reeleita para presidir o Brasil e da OAB de Alagoas ao eleger, também pela primeira vez, uma mulher para dirigir a entidade – caso de Fernanda Marinela, a Associação dos delegados também poderá exercer tal protagonismo.
O fato é que, neste novo século, o papel da mulher tem se tornado cada vez mais importante e transformador, embora ocupar um cargo de comando não signifique receita de sucesso. Mas é fundamental para a construção de uma sociedade que combata as desigualdades, seja democrática e respeite as diferenças.