O ano de 2016 será intenso no campo da política. As eleições municipais deverão ser mais acirradas, já que em meio ao cenário de crise existe ainda um processo de impeachment da presidente em curso no Congresso. Para o deputado federal Cícero Almeida (PSD), o pleito do ano que vem será difícil, o que deve servir de alerta para não se criar expectativas.

Quando questionado sobre sua pré-candidatura à prefeitura de Maceió, Almeida segue mantendo o discurso de que “está nas mãos do povo” a decisão. Por enquanto, ele prefere avaliar e se dedicar ao mandato como deputado.

 “Todos que são pré-candidatos a prefeitos estão na expectativa de que haja uma recuperação do país a partir de 2017. Até 2016 todos que estão com mandato vão passar por momentos difíceis. Quem for para a disputa com esse projeto, vai com a perspectiva de que tenhamos a recuperação do país a partir de 2017. Não adianta ter grandes sonhos. É preciso torcer para conseguir administrar e conseguir chegar em 2017, torcendo pela nossa capital, pelos municípios. Não dá pra ter grandes sonhos, assumir grandes compromissos, principalmente para o ano que vem”, avalia.

Já sobre sua nova legenda, o PSD, ele avalia como positiva a mudança e afirma que será uma boa oportunidade para conseguir ajudar a capital.

“O PSD me recebeu de braços abertos. São mais de 30 deputados, mas o bloco é de mais de 80, são três partidos juntos e a minha ida ao PSD foi pensando na capital do estado de Alagoas. O Ministério das Cidades foi o que mais me ajudou na administração quando fui prefeito de Maceió. E já temos hoje os ministérios que são do PMDB, então é mais uma porta onde podemos bater. Em 2016, um dos grandes projetos é continuar fazendo um mandato melhor, torcendo que o país dê uma guinada e que Alagoas melhore. Não descarto essa pré-candidatura, mas só vou se realmente tiver a convicção que é isso que a população quer. Não quero ser prefeito apenas por ambição”, afirmou.

Segundo Almeida, o ano de 2015 mostrou-se positivo com relação à sua atuação como deputado, mesmo com episódios negativos de forma mais ampla, como por exemplo, a situação da presidente Dilma e de seu partido.

“Nos 11 meses de mandato, os pontos positivos falaram mais alto. Os negativos foram consequência daqueles que se envolveram em irregularidades e mancharam sua história política. O ponto negativo do ano foi a presidente Dilma, que pelos últimos acontecimentos, a prisão de seu líder, a economia do país, ela teve um péssimo ano. O segundo ponto foi o PT que não produziu nada para contribuir com o partido nem o país. Ganharam os trabalhadores, votei com eles o ano inteiro, acredito ter sido positivo”, disse.