O novo prefeito de União dos Palmares, Eduardo Pedroza (PMN), nem bem assumiu o comando do município - há mais de duas semanas - e já descumpre decisão judicial proferida pelo juiz Yulli Roter Maia, da 2ª Vara Cível da Comarca do município.  

Na decisão de 22 de outubro, ao mesmo tempo que deferiu o afastamento por 180 dias do prefeito Beto Baía (PSD), o magistrado indeferiu que o novo chefe do Executivo suspendesse os contratos vigentes entre as empresas JB Locação de Veículos LTDA e da MIXLOC Locação de Veículos LTDA.  

Yulli Roter Maia entendeu que o cancelamento dos contratos com as duas empresas citadas prejudicaria os estudantes palmarinos e, por conseguinte, estabeleceu o prazo de seis meses para uma nova licitação.  

Porém, na contramão da determinação judicial, o prefeito rescindiu todos os contratos temporários de prestação de serviços da Secretaria Municipal de Educação. 

De acordo com o Decreto 040/2015 de 29 de outubro, no qual o blog teve acesso, Pedrosa considerou que "a gestão não tem condições de aferir a legalidade das contratações atuais".  

Contudo, o decreto validado para educação foi usado com os mesmos termos e concordâncias para mais duas áreas: Secretaria de Administração Geral (Decreto 041/2015 de 29 de outubro) e Secretaria de Saúde (Decreto 043/2015 de 03 de novembro).  

A questão é que com as decisões tomadas nos últimos quinze dias de mandato, Eduardo Pedrosa e a nova equipe de secretários têm prejudicado o andamento dos serviços públicos da cidade. Com essa situação, nos próximos dias, os servidores públicos já prometem paralisar as atividades por conta do caos administrativo.  

Por outro lado, segundo fontes do blog, vale salientar que os novos contratos da prefeitura de União dos Palmares estão sendo firmados por meio de dispensa de licitação, o que também afronta a decisão do juiz da 2ª Vara Cível da Comarca do município. 

Politicamente, o novo prefeito palmarino faz seus acordos para manter-se no cargo até 2016 e com possibilidades de uma reeleição. Eduardo Pedroza, segundo fontes fidedignas, contribui assim com a partilha das Secretarias Municipais entre os vereadores da sua base aliada para perdurar no cargo.  

Será?  

Enquanto isso, é um toma lá da cá que se torna um círculo político vicioso em detrimento para população - que sofre!   

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