Aliados do chefe da tentativa de derrubada do governo Dilma, senador Aécio Neves (PSDB), já fazem a leitura de que a estratégia furou, falhou, pelo menos por enquanto. Como diz o deputado federal Paulo Pereira (SD-SP), o impeachment "subiu no telhado”. Ele justifica, ainda, que o impeachment vinha sendo tentado pela imprensa “e ninguém consegue fazer impeachment pela imprensa”.

O deputado tem razão quando fala na estratégia usada via imprensa. É que um processo de afastamento precisa que o povo esteja nas ruas - o que não ocorreu. Mas ele se esquece de um detalhe fundamental, daqueles que fez o golpe subir no telhado como um gato e de lá não conseguir mais descer, que é a derrocada do estratégico aliado Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Por outro lado, algumas vozes da oposição começam a ocupar o espaço correto, caso do deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP), membro da Comissão Mista do Orçamento. Ele defende que “a oposição deve ser dura contra um governo corrupto e incapaz de colocar o país no rumo do desenvolvimento, mas não deve contribuir para piorar ainda mais as finanças públicas”.

Essa é uma posição de um membro da oposição que atua de forma responsável. Aécio e os seus aliados principais deveriam saber que o que der errado nas ações contra o governo só vai piorar o quadro para o povo brasileiro que, no final de tudo, é quem paga a conta.

Vale a pena ler o artigo do deputado Samuel Moreira no endereço http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/201457/Tucano-defende-'oposi%C3%A7%C3%A3o-dura-ao-governo-n%C3%A3o-ao-pa%C3%ADs'.htm