Um encontro ocorrido entre o presidente da Câmara de Maceió (CMM), Kelmann Vieira (PMDB), e o diretor dos Correios em Alagoas, Robson Nunes, nesta sexta-feira, 09, pode ser o começo da solução de um problema antigo: o alto número de devolução de correspondências devido à falta de nomes oficiais de ruas e avenidas e a duplicidade na identificação.
O diretor dos Correios explicou que, na capital, cerca de 30% das correspondências são devolvidas, o que equivale a milhões de itens que não chegam a seus destinatários mensalmente. Ele pediu a colaboração da Câmara e também da Prefeitura de Maceió, por meio da SMCCU, para tentar resolver o problema.
Ainda segundo Robson Nunes, aos Correios cabe apenas a definição de Código de Endereçamento Postal (CEP), mas esse processo só pode ser efetivado quando o logradouro recebe um nome oficial. “Em nossos cadastros, há mais de mil ruas que não estão identificadas. É preciso batizá-las”, brincou.
O presidente da Câmara propôs a formação de uma “força tarefa”, com técnicos dos Correios, Câmara e Prefeitura visando à unificação dos cadastros.
Com base nas informações passadas pela Diretoria de Cadastro, Busca e Identificação de Logradouros da CMM, Kelmann Vieira explicou ainda que, antes de um Projeto de Lei ser aprovado, denominando uma via, há uma busca para se saber se aquele local já recebeu um nome, evitando assim a duplicidade.
“Por lei, não podemos alterar o nome de uma rua ou avenida, quando já há uma identificação oficial”, esclareceu, completando que em muitos casos, uma determinada localidade é conhecida há anos por uma denominação, mas que não é oficial. Por isso, acabam recebendo outro nome. “O que podemos e devemos fazer, é evitar essa alteração, tentando, na medida do possível, respeitar a identificação já amplamente utilizada”.
Kelmann Vieira lembrou ainda que a regularização e atualização das informações vai ajudar também o comércio da Capital. “Hoje, com o desencontro de dados sobre as ruas, muitas lojas não conseguem sequer fazer uma simples cobrança de um consumidor inadimplente, porque não conseguir localizá-lo”, afirmou.
