O senador Renan Calheiros (PMDB) é quem vai das as cartas na eleição em Maceió em 2016. Será dele a decisão se será oposição ou estará na situação apoiando o prefeito Rui Palmeira (PSDB). Uma decisão que, ao estilo, será tomada com sua característica paciência.

A carta na manga ele já tem, que é o ex-prefeito Cícero Almeida que pediu desfiliação do PRTB para migrar para o PSD comandado pelo deputado federal Marx Beltrão, ex-PMDB, ligadíssimo aos Calheiros.

Ou seja, mais uma vez Almeida estará refém de um cacique que é quem vai decidir o seu futuro. Como um sábio nessa atividade, Renan vê 2016 mirando 2018, quando ele será candidato à reeleição ao Senado Federal.

Enquanto isso, Rui Palmeira intensificou sua presença nas ruas e nos bairros com ações. Ao mesmo tempo teve uma bela sacada política ao trazer para sua equipe o presidente do DEM, José Thomaz Nonô, para cuidar do que não teve nem terá jeito tão cedo, a secretaria de Saúde.

Claro que o tempo é curtíssimo para o novo secretário apresentar qualquer avanço. No entanto, além do tempo de televisão e de aliados que leva para o colo do prefeito, Nonô não se acovarda nem silencia diante das críticas e questionamentos.

Mais do que tudo Rui ganha um porta-voz defensor na área mais frágil, onde as promessas de campanha não foram cumpridas. Além disso, o ex-vice governador sabe como ninguém tratar  as exigências dos políticos interessados no uso da máquina. E todos sabem que Nonô tem limites seguros nesse sentido.

Portanto, Rui e Renan agem, aguardam o momento certo da colheita juntos ou separados.

Já Cícero Almeida, por outro lado, espera que na colheita dos outros tudo dê errado para que, só assim, tenha algum benefício e vire a bola da vez.

Mas nesse tipo de jogo ganha quem tem cartas nas mangas.