Entre os municípios de Junqueiro, Coruripe e Teotônio Vilela estão localizadas as terras e a usina Guaxuma pertencentes à massa falida do Grupo João Lyra. No ano passado as canas que brotaram foram vendidas pelo preço de mercado às usinas Seresta e Pindorama.

Pois bem, do ano passado pra cá a soca – raiz da cana - brotou e as terras estão verdejantes, só que a justiça decidiu que nenhum ativo pode ser vendido, inclusive o biológico. Esse impedimento de comercialização faz com que haja perda de recursos, é claro.

 A situação é tão grave que no escritório onde trabalha o pessoal fixo e temporário da massa falida os salários estão atrasados há quatro meses.

Como não pode haver comercialização e a cana-de-açúcar está lá verdinha, bonitinha, pronta pra ser colhida, a tentação bate forte e os ladrões entram em ação. Só que esses tais são políticos e ex-políticos renomados da região. Suspeita-se que os sem terra e comerciantes também participam da “operação rouba cana” pelos mais variados motivos.

Em todos os casos tudo não passa de uma oportunidade. Com exceção dos sem terra que também colocam fogo na terra para plantar outras culturas – e para isso suspeita-se, também, que têm o apoio de gente de fora do movimento para enfraquecer a situação da massa falida - alguns dos políticos-empresários tentam reaver ilegalmente o dinheiro que têm a receber por negócios feitos anteriormente com o Grupo JL.

É claro que não dá para pegar caminhões carregados de cana e esconder em casa, numa garagem ou em um galpão qualquer. E é certo que elas são vendidas em usinas da região. Tudo é feito sem um pingo de temor.

 Uma baita perda financeira para a massa falida e credores honestos.

Uma gestão jurídica de quem, definitivamente, não entende nada do setor sucroenergético porque não gerencia como se o bem fosse seu.

No entanto, por outro lado tem muita gente se dando muitíssimo bem.