Dificilmente qualquer um de nós discorda dos movimentos de professores quando estes iniciam uma campanha por melhores salários, melhores condições de trabalho. Seja qual for a luta, eles conquistam a simpatia da maioria da população, certo?

Dificilmente um de nós não guarda na memória saudades não apenas de um, mas de vários professores. Dificilmente um de nós não sente certa gratidão pelos ensinamentos e orientações didáticas e de comportamento que nos foram passadas e que servem até hoje.

No entanto, é decepcionante vermos os docentes não servirem de exemplo profissional quando o assunto é o fim de uma greve. Na da Ufal, por exemplo, que durou 127 dias, a instituição reabriu nesta segunda-feira (5), mas o que se viu foram estudantes sem aulas pela falta de professores.

Outro mau exemplo: o feriado do Dia do Professor, 15 de outubro, em escolas públicas e em várias particulares, será antecipado para o dia 13. Ou seja, um baita feriadão. A base legal para essa antecipação é a convenção coletiva da categoria. Tudo bem.

O problema é que muitos pais que trabalham não terão como cuidar do (s) seu(s) filho(s) porque as escolas estarão fechadas. Um baita problema, não é mesmo?

Várias questões parecem entranhadas, arraigadas na sociedade brasileira como se tudo tivesse um jeitinho, sempre. E se é bom pra mim, pra minha categoria, é uma conquista, pouco importando com os prejuízos e dificuldades que posso causar a você ou aos demais.

É importante para qualquer categoria, ainda mais para os educadores, se pensassem nas questões de forma mais abrangente.

E por serem profissionais tão queridos e respeitados poderiam servir de exemplo para transformar muitos costumes sociais. Um deles, por acaso, é o tal do feriadão. Outro pode ser o de primeiro pensar nos interesses específicos de uma classe.

Ou tô errado?