Mergulhado em um rosário de denuncias de corrupção por improbidade administrativa e detentor de um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, a prefeita de Traipu, Conceição Tavares (DEM) autorizou gastos da ordem de R$ 131.700,00 para realização de festas na Vila Santo Antônio, na Avenida Beira Rio na sede da cidade ribeirinha e no Povoado de Capivara na zona rural.

De acordo com informações do portal Traipu Noticias, a cidade é uma das mais miseráveis de Alagoas. Sete em cada dez pessoas não sabem ler nem escrever, aponta o jornalista Odilon Rios em seu blog. Após a veiculação da noticia sobre a realização dos eventos, envolvendo custos com dinheiro público, muitas pessoas protestaram em redes sociais como whatsapp, onde comentaram o assunto. “Festas são prioridade em Traipu”, argumentavam os internautas, diante da crise econômica, redução da receita, falta de merenda nas escolas, medicamentos nos postos e unidades básicas de saúde e débitos com fornecedores.

MP cancelou Festival do Bagre em Pitar

A crise e a queda da receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) motivou o cancelamento do Festival do Bagre do Pilar e em razão da crise econômica o promotor público, Jorge Dórea, recomendou ao prefeito do Município, Carlos Alberto Canuto, a suspensão do uso de recursos públicos para custeio do evento.

A recomendação do promotor de Justiça  chama a atenção para as tradicionais contratações de bandas musicais, palcos e equipamentos sonoros.

Na mesma direção se posicionou o  Tribunal de Contas do Estado, quando recomendou o cancelamento do evento.

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) tomou como base para o procedimento a crise econômica dos municípios alagoanos, entre eles, Pilar. “Por conta disso, o Município vive situação de calamidade pública administrativa. A falta de recursos financeiros impossibilita-o de honrar todos os seus compromissos e de manter os serviços públicos necessários ao bem-estar da comunidade”, explica o promotor de Justiça Jorge Dória.