O impasse entre os servidores da educação e o prefeito de Lagoa da Canoa, Álvaro Melo (PMDB) persiste e não existe uma previsão de um dialogo entre a categoria e o gestor peemedebista. Na na manhã desta quinta-feira (27) os servidores  voltaram a ocupar o prédio da prefeitura da cidade na Praça vereador Benicio Alves. Desta vez, além das reivindicações da categoria, a ocupação também foi motivada pelos descontos nos salários dos dias em que os servidores suspenderam as atividades em greve por reivindicação de reajuste salarial.

A presidente do Sindicato do Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) seccional Arapiraca, professora Juraci Pinheiro, que também participa do movimento em defesa da categoria informou que foram descontados quatro dias no salário do mês de junho e sete  dias no período da  greve no mês de julho.

“A reposição das aulas durante o período da greve já tinha sido acordada com a secretária municipal de Educação, para ser realizada em janeiro de 2016 mesmo assim houve o corte nos salários”, explicou a sindicalista..

Ocupação será mantida

 

Os servidores afirmam que vão permanecer no prédio até que os valores descontados nos salários sejam devolvidos.  Há vários meses eles reivindicam o reajuste de 13,01% concedido pelo Governo Federal, mas a prefeitura só ofereceu um reajuste de 8%. A categoria já protocolou a denúncia no Ministério Público Estadual (MPE).

Em entrevista durante o encontro de prefeitos que realizado na Escola de Governo em

Arapiraca, o prefeito, Álvaro Melo, afirmou que não há condições de oferecer outro reajuste salarial acima dos 8%.

 

 O gestor informou que o reajuste ofertado aos servidores da educação de Lagoa da Canoa, é maior do que os de outros municípios. Ele citou como  exemplo Pão de Açúcar e Coité do Noia que concederam reajuste de 6% e Campo Grande onde os servidores da educação municipal tiveram um reajuste de  5%. .