“Nunca comentei isso com ninguém. Se eu fosse sair a primeira pessoa que eu iria procurar seria o partido, seria o presidente. Eu me mantenho no partido, fazendo a defesa daquilo que eu posso defender”, afirmou o deputado Ronaldo Medeiros (PT), ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar a legenda, assunto que chegou a ser comentado nos bastidores políticos.

Líder do governo e vice-presidente da Casa de Tavares Bastos, Medeiros garantiu que, hoje, está descartada a possibilidade de deixar o PT, “primeiro porque legalmente eu não poderia e, segundo, porque ainda vejo condições do partido reagir internamente”, contou. Sem revelar quais, ele confirmou que recebeu convites recentes para se filiar a outras legendas.

“Se tivesse vontade, eu procuraria o partido, diria: eu vou sair, mas enquanto eu estiver no partido vou defendê-lo. Os erros de alguns filiados ou dirigentes do partido não podem comprometer as ações que foram realizadas. Se tem erro no partido, quem for condenado que pague Se tem erro, quem for condenado que pague, o partido tem que ser o primeiro a punir exemplarmente”, afirmou, alfinetando a postura de alguns correligionários diante da crise.

“Tem grandes discussões que eu faço internamente... Você quando se filia a um partido é um casamento... Eu não concordo que, num casamento, você coloque problemas, situações fora. Condeno esses dirigentes que externam para o público sua inconformidade. Fica muito fácil criticar algo que você elogiou. Como se diz vulgarmente, é cuspir no prato que comeu. Isso eu chamo de aproveitador, de oportunista no partido”, criticou, sem citar nomes.

Medeiros defendeu ainda a necessidade do Partido dos Trabalhadores voltar as suas origens. “O PT se isolou um pouco nesses anos na presidência, cortou o contato direto que tínhamos com a sociedade, mas vamos ser o PT mais próximo do povo novamente”, afirmou.