Filiada ao PMDB e no primeiro mandato no Legislativo de Arapiraca, a vereadora Aurélia Fernandes que foi a mais votada em 2012, quando obteve 4.652 votos, em entrevista a um portal local se colocou a disposição do seu partido para ser indicada em convenção objetivando disputar a sucessão da prefeita Célia Rocha (PTB) em 2016.

 

O PMDB que renovou o seu diretório provisório em convenção no plenário da Câmara Municipal no último domingo, (16) mantendo o ex-vereador José de Macedo na presidência da agremiação partidária permanece em silêncio quanto a possibilidade de lançar ou não candidato próprio a sucessão de Célia Rocha ou mesmo repetir a aliança de 2012 com o PTB.

 

Esse silencio teria provocado a reação da vereadora, que foi secretária municipal de saúde na gestão de Luciano Barbosa. Com uma representação de quatro vereadores no Legislativo, incluindo o vereador Rogério Nezinho que foi o segundo mais votado em 2012 obtendo 4.328 votos, se decidir ir para a disputa pela prefeitura em 2016, conta com outro nome forte, o do deputado estadual Ricardo Nezinho.

 

A posição da vereadora Aurélia Fernandes, afirmando sobre a possibilidade de mudar de sigla partidária, dependendo das articulações políticas que serão discutidas no período pré-eleitoral, sinaliza que nas hostes do PMDB Arapiraca não estão falando a mesma língua.  Na aliança em 2012, entre PTB e PMDB, o vice prefeito escolhido foi Yale Fernandes, primo de Aurélia Fernandes.

 

Na convenção do partido no último domingo, a escolhida para ser líder do partido na Câmara Municipal foi a vereadora Gilvânia Barros. Seria esse o motivo da insatisfação da vereadora Aurélia Fernandes, que sempre foi fiel escudeira do ex-prefeito e atual vice-governador Luciano Barbosa. ?.

 

Na entrevista, Aurélia Fernandes assegurou que recebeu convites, mas aguarda a decisão do seu partido. “Mas é possível que ocorra uma mudança de partido, pois um projeto politico que contribua para o desenvolvimento social politico e econômico de Arapiraca, é maior do que qualquer sigla partidária”. Pontuou a vereadora.