A Assembleia Legislativa de Alagoas voltou a aparecer na pauta da corrupção no estado.

O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, ao receber ontem o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Alagoas, Rodrigo Tenório, e confirmar apoio à campanha contra a corrupção que o MPF deflagrou no país, lembrou que o legislativo alagoano responde a cinco ações ajuizadas pelo Ministério Público Estadual.

As ações são pertinentes à legislatura passada.

Mas, na atual, já há pano pra manga suficiente para novas investigações.

Em fevereiro desse ano duas pessoas tiveram seus dados incluídos na folha de servidores, sem que soubessem, e alguém recebeu por elas salários devidos por três meses. O gabinete responsável pelas nomeações foi o da deputada Thaise Guedes, que jura não ter absolutamente nada com as nomeações.

O que torna a situação ainda mais grave.

Alguém roubou duas identidades para receber dinheiro público de forma ilegal e falsificou a assinatura de uma deputada estadual.

Sim, porque reza a regra que as nomeações de comissionados só são feitas a partir de ofícios assinados pelos parlamentares.

Nenhuma providência foi tomada? Há alguma sindicância interna acontecendo? 

A deputada Thaise Guedes exigiu esclarecimentos da Casa?

Há suspeita de que ex-deputados continuam a receber salários como se continuassem nos mandatos.

Isso, sem falar que falta transparência total nas nomeações de comissionados.

Nos atos de nomeação não se diz para qual gabinete o servidor está sendo designado.

Mas, o que é assustador é que ninguém no legislativo fala a respeito.

Muito menos se apura lá dentro coisíssima alguma.

Seja bem vinda a campanha do Ministério Público Federal “Corrupção Não”.             

A propósito, a campanha pretende recolher 1,5 milhão de assinaturas e fazer a propositura de projetos de lei de iniciativa popular que terão 10 medidas para prevenir a prática do desvio de recursos no país.

Para saber mais sobre a campanha e quais são essas medidas, o cidadão poderá acessar o site www.10medidas.mpf.mp.br.