Tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Salvo uma ou duas exceções, nada mudou na prática política da Assembleia Legislativa de Alagoas.
Por lá, parece natural se dar pouca importância ao exercício da moralidade política.
Por exemplo, a atual mesa diretora investigou denúncia de que duas pessoas foram incluídas na folha de pessoal do Poder Legislativo sem que soubessem ou tenham recebido os quase R$ 13 mil de salários durante três meses?
Algum parlamentar pediu sindicância, provocou o Ministério Público nesse caso?
E a denúncia de que ex-deputados estaduais recebem ilegalmente da Casa? O que diz a mesa diretora? E o que dizem os parlamentares? Foi aberta alguma investigação interna? Algum deputado debruçou-se sobre o caso até para dizer à sociedade se o fato é verídico ou não?
A ética política não está na pauta do legislativo alagoano?
Agora, a prioridade parece ser a criação de 120 cargos comissionados na Casa.
Com salários à altura das necessidades dos autores da matéria, é óbvio.
Enquanto isso, já são cinco ações cíveis no Ministério Público Estadual contra a Assembleia Legislativa de Alagoas.
O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, admite que algumas delas possam desandar para ações penais.
Os dirigentes da ALE fazem ouvido de mercador.
Afinal, a Taturana está praticamente morta, na Justiça e na memória dos eleitores.
Nem parece que foi ontem que se descobriu um rombo nas finanças do legislativo alagoano, com direito a afastamento de deputados de mandatos e prisões, apreensões de bens e documentos, investigações da Polícia Federal e do Ministério Público.
De lá para cá, no parlamento alagoano, pouco ou quase nada se andou na moralidade pública.
E a transparência, continua zero.
Infelizmente.
Até para quais os gabinetes que são nomeados os cargos comissionados, prevalece a caixa-preta da ALE.
Ninguém sabe, ninguém viu.
Até quando?
