Dizem por aí que Collor anda chorando as pitangas, se sentindo abandonado pelo PTB e por aliados em Alagoas.

Especificamente no caso da Lava Jato, que o coloca como suspeito de se beneficiar da corrupção da Petrobras.

Se isso for verdade, tem lá suas razões, sim senhor.

Anda mesmo minguado o apoio público a ele nessa questão.

A presidente nacional do PTB, Cristiane Brasil, acredita que há indícios suficientes para incriminar Collor no petrolão e evita falar acerca do assunto até que as investigações estejam concluídas.

Mas determinou ao secretário-geral da executiva nacional, deputado Campos Machado, que fizesse um agrado a Collor e incluísse no pacote todos os investigados do partido na Lava Jato.

Campos cumpriu a tarefa e essa semana deu a seguinte declaração:

“Ao partido, não cabe julgar, e o senador pode ter certeza de que não está sozinho. Vamos dar a ele a retaguarda que asseguramos a todos os petebistas. Garantimos isso até que haja uma decisão conclusiva da justiça”.

Já em Alagoas, nadinha de nada em favor de Collor, desde que, autorizada pelo STF, a Lava Jato apreendeu em suas empresas e residência , há menos de um mês, documentos e arquivos digitais, além de três carros de luxo.

Nem uma nota sequer, uma palavra pública solidária da base política de Collor no estado, com quem ele dividiu palanque e votos na eleição de 2014.

Como o PMDB, PDT e PT, por exemplo.

E olhe que Collor esperneou. No Senado e pela imprensa nacional e alagoana.

Foi acalentado unicamente por nota solidária do Senado, a mando do presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, extensiva a ele e aos outros dois senadores, Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e Fernando Bezerra, do PSB de Pernambuco, que também tiveram suas casas invadidas e documentos apreendidos pela operação da polícia federal.

De toda forma, o senador segue bufando em Brasília contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e fazendo em Alagoas a política de bons tratos com os municípios e o estado.

Enquanto isso se aguarda o fim das investigações.

Na expectativa que a Lava Jato passe, deveras, o rodo no petrolão.

(Informações da Coluna Expresso/Época)