Outros políticos alagoanos também podem ser alvos de cumprimento de mandados executados pela Polícia Federal em diversas regiões do país, na manhã desta terça-feira (14). De acordo com publicação da Folha de São Paulo, mais de 50 mandados estão sendo cumpridos em residências de parlamentares citados na Operação Lava Jato.

Na lista dos “beneficiados” com o pagamento de propina, da bancada que representa Alagoas em Brasília estão o senador Benedito de Lira (PP), o deputado federal Artur Lira (PP) e também o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).

Até o momento foi confirmado o cumprimento de mandados expedidos para as sedes das empresas da família Collor. Agentes da Polícia Federal estão na Organização Arnon de Melo, na residência do senador em Maceió e também no seu escritório, localizado em um prédio comercial na antiga Amélia Rosa.

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Ainda segundo a Folha de São Paulo essa Operação é considerada uma “filhote” da Lava Jato. Essa operação atinge além do Distrito Federal, os estados da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Para Alagoas foram expedidos sete mandados pelos ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori Zawaski do Supremo Tribunal Federal (STF).  Esta é a primeira fase da Lava-Jato no âmbito do STF, batizada de Politeia. Estão sendo cumpridas buscas nas residências dos investigados, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e nas sedes das empresas a eles vinculadas.

As medidas foram requeridas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas”, explica Janot.

Segundo ele, as medidas ora executadas refletem uma atuação firme e responsável do Ministério Público Federal em busca dos esclarecimentos dos fatos. “Adsumus (aqui estamos)”, concluiu.