Uma Ferrari vermelha, um Porshe preto e uma Lamborghini prata foram apreendidos nesta terça-feira (14) por policiais federais na Casa da Dinda, famosa residência do senador Fernando Collor, localizada em Brasília. As apreensões são fruto de mandados de busca e apreensão em nova fase da Operação Lava Jato.

As informações foram divulgadas por vários portais de notícias nacionais. Além do senador alagoano, ex-ministros do primeiro mandato do governo Dilma e políticos do PP foram alvos da operação Politéia, realizada hoje. São cumpridos 53 mandados de busca e apreensão em Brasília, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

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Em Maceió, os agentes realizaram buscas nas empresas da família de Collor e apreenderam computadores e documentos. Questionado sobre o teor dos documentos apreendidos pela Polícia Federal, o representante jurídico da OAM, Djalma Mello, se limitou a dizer que “são documentos da empresa”. “Estes são documentos da empresa. Só isso que eu tenho a falar. Esta é uma ação solicitada pela Polícia Federal. Os desdobramentos, os senhores [repórteres] podem obter através das autoridades competentes.”, finalizou.

Fernando Collor é um dos políticos que consta na lista do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, por conta de possível envolvimento com o esquema na Petrobras. Recentemente o parlamentar foi citado em uma delação premiada como o favorecido que recebeu R$ 20 milhões para manter seu apoio ao ex-presidente Lula.  

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Em nota enviada à imprensa no final da manhã, o senador classificou a operação como “arbitrária e aparatosa operação”. Collor disse ainda que se colocou à disposição da Polícia Federal para ser ouvido por duas vezes. “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas”, destacou.