O ajuste fiscal do governo Dilma penaliza, de novo, o trabalhador.
50% dos benefícios do abono salarial que seriam pagos este ano só serão concedidos em 2016. Antes, a previsão era que todos os benefícios fossem pagos até outubro de 2015.
O alongamento permitirá ao governo economizar R$ 10 bilhões agora em 2015.
O abono salarial é uma espécie de 14º salário para uma faixa específica de trabalhadores. O benefício, que equivale a um salário mínimo, é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos.
A CUT já reagiu.
Em nota, a executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores critica a decisão:
“A medida vai reter recursos no caixa do governo, que poderá usá-lo para aplicações ou gastos diversos, à custa de uma verba que, além de lhes ser de direito, já faziam parte do planejamento daqueles que a recebem. Os trabalhadores e trabalhadoras não podem, mais uma vez, pagar a conta e sofrer as consequências de uma crise causada pelo capital”.
Não podem mesmo.
Ainda mesmo sendo essa medida adotada por um governo do Partido dos Trabalhadores.
Cortar na carne, reduzir ministérios, cargos comissionados, despesas de custeio, isso nem pensar perto do Palácio do Planalto.
Mas aumentar a energia, elevar a inflação a 9%, paralisar obras de investimentos estruturantes nos estados, cortar recursos do fundo de financiamento estudantil (FIES), mexer no seguro-desemprego, isso e outros, parece normal no ajuste fiscal do governo petista.
A Força Sindical também reclama.
A entidade acusa Dilma de fazer ‘pedalada’ com abono dos trabalhadores. O representante da Força no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, Sérgio Luiz Leite, diz:
“O governo, para economizar em torno de R$ 9 bilhões, estendeu o calendário do pagamento, o que é muito ruim. Isso significa que alguns trabalhadores podem ficar até 18 meses sem receber o abono. (...) É uma pedalada. Em vez de ser a Caixa Econômica ou o Banco do Brasil, agora é o trabalhador que entrou na pedalada”.
Da reeleição da presidente Dilma para hoje, são pouco mais de sete meses, tempo em que ela mostrou que o que disse ontem, não sustenta hoje. Nenhuma das promessas feitas por ela, como candidata, foi cumprida até agora.
Sobretudo o que se refere ao controle inflacionário.
Só Jesus na causa.
(com informações do G1)
