O senador Fernando Collor (PTB) voltou a usar a tribuna do Senado nesta terça-feira, 09, tendo como alvo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Destacando que alguns fatos mostrariam “a face oculta” do chefe do Ministério Público Federal, Collor citou crimes atribuídos pela justiça belga ao irmão mais velho do procurador, Rogério Janot, morto em 2010.
Segundo Collor, Rogério fugiu da Bélgica nos anos 90 por ter sonegado 149 milhões de francos belgas em impostos relativos a uma empresa que tinha no país, chegando a ser procurado pela Interpol, sem nunca ter sido preso. Ele também teria falsificado escrituras, cometido fraudes e vendido computadores para uma empreiteira de Minas Gerais com notas frias.
O senador questionou se Rodrigo Janot sabia dos crimes, se ajudou a evitar a prisão do irmão e se a empreiteira que fez negócios com Rogério está entre as investigadas pela Operação Lava-Jato.
Questionamentos sobre a suposta prática irregular da advogacia por parte do procurador-geral e a forma com a qual o chefe do MPF declara os rendimentos dessa atividade também foram levantados pelo parlamentar.
“Senhor Janot, o senhor teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos? Diga-nos diretamente, senhor Janot, quem é o senhor de fato: um pretenso defensor da lei ou o senhor na verdade é um infrator da lei, da moral e da ética, seja no passado, seja no presente?”, questionou o senador alagoano.
*Com Agência Senado
